Todos os dias cerca de 250 novos carros são incorporados ao trânsito paulistano. Segundo a Fundação Dom Cabral (FDC), desde 2004, foi registrado um crescimento de 15% ao ano no tempo perdido no trânsito das grandes cidades. Aliando estes fatores ao imediatismo implícito das metrópoles, a saúde dos motoristas é afetada e sofre inúmeros prejuízos.
Segundo recente estudo da IBM, 73% dos motoristas, de São Paulo, declararam que o trânsito afeta à saúde negativamente, sexto maior índice entre as 20 cidades analisadas. Números muito distantes de Estocolmo, por exemplo, onde 14% dos entrevistados acreditam sofrer algum tipo de dano.
Outro dado importante mostra que 55% dos entrevistados apontam que o tráfego urbano é responsável direto pelo aumento de estresse do dia a dia. O índice é segundo maior, ficando atrás apenas da Cidade do México, que conta com 56%. Mas não só o humor do paulistano é afetado, 38% dizem ter o desempenho no trabalho/escola comprometido.
Explicação fisiológica para o aumento do estresse no trânsito
Dentro do cérebro existe uma área chamada hipotálamo, que é estimulada através das emoções, por agentes externos. Excitado, o hipotálamo manda um aviso para a hipófise, uma glândula presente no cérebro, que em seguida manda outro aviso para as glândulas suprarrenais. As glândulas suprarrenais, então, liberam uma quantidade de hormônios altamente estressores, casos, por exemplo, dos glicocorticoides e da adrenalina.
Os intensos fatores externos a que são submetidos os motoristas das grandes cidades explicam a elevada quantidade de pessoas que dizem ter o estresse intensificado com o trânsito. Isso faz com que o indivíduo entre num desgaste do seu equilíbrio emocional e físico.
O Dr. Elko Perissinotti, vice-diretor do Hospital Dia, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, esclarece que o aumento do estresse pode desencadear inúmeras doenças. “Uma pessoa estressada pode ter a saúde prejudicada tanto na parte emocional, com cansaço, irritabilidade e até depressão, quanto na parte física, com enxaquecas, hipertensão e hiperglicemia”, explica. “Quando o indivíduo recebe, na corrente sanguínea, cortisol, adrenalina, testosterona, ele desenvolve uma tendência maior para estes tipos de doença”, completa.









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