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    Os anos de estudos, durante a juventude, podem auxiliar no futuro

    Uma pesquisa afirma que mais tempo na escola pode trazer vantagens neurológicas ao atingir a terceira idade

    Por: Redação

    Estudar é importante para desenvolver o intelecto, aumentar o nível de conhecimento e viabilizar um possível caminho para um destino profissional bem-sucedido. Mas os benefícios, para quem passa mais tempo na escola, vão além do que se imagina. Um estudo realizado, por cientistas do Reino Unido e da Finlândia, mostrou que pessoas que tiveram um alto grau de escolaridade durante a vida, ao chegarem à velhice, possuem risco menor de desenvolverem um quadro de demência durante o processo de envelhecimento.

    A pesquisa publicada, na revista Brain, destaca o fato de que o nível de escolaridade está ligado ao poder socioeconômico, fator que influencia na qualidade de vida e afeta, diretamente, a idade avançada. Uma das teorias levantadas pelos pesquisadores é de que indivíduos mais instruídos podem compensar o que se chama de “carga neuropatológica”, uma hipótese conhecida, também, como reserva cognitiva.

    Os cérebros de 872 doadores, que haviam sido monitorados ao longo de 20 anos, foram analisados. A partir desta amostragem, foi concluído que 56% dos pacientes tinham sido acometidos pela demência no momento do falecimento. Para avaliá-los, foram ponderados os seguintes critérios - tempo de permanência no sistema de ensino, sexo, idade e demência, os que passaram por esse questionário corresponderam a 90%. Aqueles, cujas informações estavam incompletas, foram desconsiderados.

    A análise se baseou na autopsia do cérebro de idosos, o que foi suficiente para levantar questionamentos: “se o alto grau de escolaridade protege o cérebro contra o acúmulo de patologias; se a educação pode compensar por perdas patológicas cognitivas; e se a compensação varia com a gravidade da patologia.”

    No entanto, o estudo não afirma que pessoas, com alto grau de escolaridade, estejam imunes a doenças degenerativas ao chegarem à terceira idade, e ratifica que elas possuem as mesmas chances de pessoas menos escolarizadas de desenvolverem a doença, mas podem demonstrar menos os sintomas da enfermidade. Até agora, a ligação entre neuropatologia, demência e escolaridade é incerta. Embora haja indícios e implicações importantes a respeito do que é necessário para envelhecer bem.

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