O sonho não tem fim
Algumas histórias de vida compõem um mosaico construído com luta, ardor e conquista. Mesmo diante de tantas dificuldades algumas pessoas são perseverantes e corajosas, não desistem diante dos primeiros obstáculos. São pessoas que têm sonhos e acreditam. Elas fazem diferença, porque alimentam o desejo humano de vencer, de conquistar e superar limites. Sejam eles quais forem.
A história do brasileiro Wellington Lima é apaixonante. Há treze anos no Cirque du Soleil, o jovem artista é um vencedor. Sua trajetória iniciou em um bairro simples de Recife, em Pernambuco. Wellington nunca desistiu de seus sonhos. Começou praticando capoeira, mesmo contra a vontade da família. Em 1996 atuou no Circo do Mundo e na Escola Pernambucana de Circo. Lá era instrutor de acrobacia para crianças e adolescentes da comunidade e por algum tempo participou do Circo Popular do Brasil, do ator Marcos Frota.
Sua intenção era ser atleta e durante o período em que dava aulas no circo, começou a praticar cama elástica (trampolim acobrático) e em seguida começou com a ginástica olímpica. Em 1997 foi para o Rio de Janeiro para fazer parte da seleção de Trampolim do Brasil e já deu mostras de um vencedor, ao ser campeão de trampolim por idade.
Na mesma semana em que Wellington chegou ao Rio, estavam abertas audições para o Cirque du Soleil, mas ele não tinha interesse, seu sonho era representar o Brasil em algum campeonato mundial. Mesmo assim resolveu que faria o teste para o circo. “Não sabia da importância do Cirque du Soleil, não conhecia. “Assim fiz os testes com muita tranquilidade”, diz Wellington. Após a audição ele foi convidado para integrar o elenco do circo, mas sua resposta foi “não”, pois, ainda permanecia o interesse de representar o Brasil através do trampolim.
Três meses após as audições, o Cirque volta a convidar Wellington, que dessa vez resolve conversar com seus professores e eles o aconselham a ir. “Grandes amigos, professores Claudio Urbini e Sérgio Bastos me animaram a ingressar no Cirque”, explica Wellington. E em maio de 1998 ele muda para Montreaul no Canadá, e passou a treinar seu primeiro espetáculo o La Nouba, que estreou na Flórida. Em 2004 começou com o espetáculo Dralion, em que fez turnê pela Europa, Japão e Austrália. Hoje, com mais de uma década de carreira no Cirque du Soleil, Wellington está estrelando o espetáculo Viva Elvis em Las Vegas.
“Às vezes, as oportunidades não se apresentam, mas temos que ter dedicação. No caso do circo, é preciso treinar sempre. Não podemos desistir de sonhar e nunca devemos enaltecer àqueles que pedem para desistirmos. A vida é um movimento contínuo de superação, porque quando acreditamos e lutamos, podemos alcançar os nossos sonhos”, finaliza Wellington Lima.
O Cirque du Soleil
Superar para vencer
Os espetáculos do Cirque du Soleil, apresentados em inúmeros lugares do planeta, revelam a capacidade humana de superar, criar e vencer. O cenário, a música, o vestuário e o enredo próprios caracterizam o trabalho árduo de um grupo de artistas que inovaram a arte circense. O Cirque du Soleil surgiu em 1984, em Quebec, no Canadá. A história de seu fundador, Guy Laliberté, é marcada pela grande vontade de conquistar os seus sonhos. Guy era apenas um artista de rua, porém a certeza de que podia alçar voos mais altos foi determinante para que ele construísse o maior circo do mundo. As apresentações são influenciadas por elementos de diversas culturas, do balé, do rock, da ópera, do teatro mambembe e do universo circense. O elenco é composto por artistas de mais de 40 nacionalidades que se superam a cada novo espetáculo, entre eles brasileiros vencedores como o pernambucano Wellington Lima. A história desse jovem brasileiro e do grande Cirque du Soleil é uma prova verdadeira de que é imprescindível a perseverança e a busca contínua pela superação de todos os desafios que aparecem na vida. A arte é apenas um exemplo um exemplo. Viver é, sobretudo, acreditar, superar e vencer.








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