Desde que respiramos pela primeira vez, nosso corpo já está apto a produzir moléculas diferenciadas por possuírem um número ímpar de elétrons. O processo de transformação ocorre graças a uma falha bioquímica que converte cerca de 5% do oxigênio respirado nos chamados radicais livres. Essas moléculas, quando não são expelidas em forma de suor ou urina, podem ser aliadas no combate a bactérias e vírus presentes no nosso corpo. Mas, em excesso, possuem uma ação perigosa e devastadora, danificando outras células e aumentando o risco de doenças crônicas como o câncer.
Segundo o químico e pesquisador da Faculdade de Saúde Pública da USP, Dr. Silvio Vicente, o tabagismo, o consumo exagerado de bebidas alcoólicas, o uso de drogas e uma má alimentação podem dar origem ao problema. “Uma dieta desbalanceada aumenta muito a produção destes radicais. A alimentação deve ser rica em substâncias antioxidantes como vitaminas C e E, que são protetoras, combatem e neutralizam os radicais livres”, destaca.
A prática intensa de exercícios induz a um consumo maior de oxigênio, o que pode libertar os radicais livres em sua forma mais crítica. A solução é fazer um acompanhamento nutricional e ingerir alimentos ricos em antioxidantes naturais, como o alho, o tomate, a soja, peixes marinhos, frutas, verduras e cereais integrais. Portanto, ninguém precisa abandonar os exercícios. “Em nível moderado e dentro de suas limitações, o exercício físico é fabuloso para a saúde.”, afirma o pesquisador.
Além dos fatores externos, o próprio corpo pode combater os radicais livres, produzindo moléculas e enzimas para neutralizá-los. “O ácido úrico, por exemplo, é um tremendo defensor se estiver presente na quantidade certa, sendo um dos antioxidantes internos (ou endógenos) que o ser humano produz”, completa.








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